Igreja

Francisco: ecologia integral, necessária para uma profunda conversão interior

Papa chama a atenção para "a necessidade urgente de um novo paradigma socioeconômico mais inclusivo".

Escrito por Vladimir Ribeiro

03 ABR 2025 - 00H00 (Atualizada em 03 ABR 2025 - 05H45)


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Chiara Lubich é fundadora do Movimento Focolares

O Papa Francisco em uma mensagem de alguns anos atrás, aos participantes do Encontro Internacional EcoOne, iniciativa ecológica do Movimento dos Focolares fez o seguinte discurso:

Tudo está interligado

No início, “Recordando a convicção de Chiara Lubich de que o mundo criado traz em si mesmo um carisma de unidade, confio que a sua perspectiva possa guiar o seu trabalho no reconhecimento de que «tudo está interligado» e que «se exige uma preocupação pelo meio ambiente, unida ao amor sincero pelos seres humanos e a um compromisso constante com os problemas da sociedade»”, ressalta o Papa no texto.

Francisco chama a atenção para a “necessidade urgente de um novo paradigma socioeconômico mais inclusivo que reflita a verdade de que somos «uma única humanidade, como caminhantes da mesma carne humana, como filhos desta mesma terra que nos alberga a todos». Esta solidariedade recíproca e com o mundo que nos rodeia, requer uma vontade firme de desenvolver e implementar medidas concretas que favoreçam a dignidade de toda a pessoa em suas relações humanas, familiares e trabalhistas, combatendo ao mesmo tempo as causas estruturais da pobreza e empenhando-se por proteger o ambiente natural”.

Profunda conversão interior

Segundo o Pontífice, “para alcançar uma ecologia integral, é necessária uma profunda conversão interior quer a nível pessoal quer comunitário”.

Lembrando os grandes desafios que temos de enfrentar neste momento, como as mudanças climáticas, a necessidade de um desenvolvimento sustentável e a contribuição que a religião pode dar para a superação da crise ambiental, Francisco afirma que “é essencial romper com a lógica da exploração e do egoísmo e promover a prática de um estilo de vida sóbrio, simples e humilde”.

O Papa espera que esta iniciativa ecológica dos Focolarinos possa “cultivar uma corresponsabilidade de uns pelos outros como filhos de Deus e um renovado compromisso de bons administradores do seu dom da criação”, e conduzir a “novos caminhos que levem a uma ecologia integral em prol do bem comum da família humana e do mundo”.

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